As empresas responsáveis pelo serviço de ferryboat foram notificadas pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Governo (Segov), para cumprimento, de forma integral, da Portaria nº 83, publicada em 14 de maio de 2026, visando garantir às ambulâncias prioridade total no embarque e desembarque, sem qualquer restrição, além da isenção das tarifas.
No domingo (14), o governador do Maranhão, Carlos Brandão, destacou a medida em suas redes sociais, pontuando que as fiscalizações durante os trajetos também serão intensificadas.
“Atenção! Informo que notificamos as empresas que prestam serviço de ferryboat para que cumpram integralmente a Portaria nº 83, que publicamos em 14 de maio de 2026. Também vamos intensificar a fiscalização. A norma garante às ambulâncias prioridade total no embarque e desembarque, sem qualquer restrição, além da isenção das tarifas”, publicou o governador.
Para o secretário Márcio Machado, da Segov, o transporte de pacientes é uma questão vital – logo, não deve haver nenhum tipo de impedimento. “A Segov e o Governo do Estado seguem dando prioridade e total atenção ao sistema aquaviário no Maranhão, sempre buscando medidas que visem garantir o conforto e os direitos básicos aos passageiros”, ressaltou.
*Operação Corpus Christi 2026*
Recentemente, a Segov realizou a Operação Corpus Christi 2026 nos terminais da Ponta da Espera e do Cujupe, entre os dias 1º e 10 de junho de 2026. A ação, que objetivou o ordenamento do fluxo de veículos e passageiros que utilizam o transporte aquaviário, registrou mais de 38,4 mil passageiros durante todo o período.
No total, foram 38.404 passageiros transportados e 1.648 motos embarcadas, em 187 viagens realizadas – uma média de 205 passageiros por viagem.
A pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, o Poder Judiciário determinou, em 12 de junho, em tutela de urgência, a tomada de várias medidas para garantir a transparência de contratos de terceirização mantidos pelo Município.
Proferidas pela juíza Laís Suelem Silva Araújo Lima, as determinações acolhem as solicitações feitas pelo promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, em Ação Civil Pública, ajuizada em 23 de dezembro de 2025, a partir de denúncia registrada na plataforma Fala.BR, da Controladoria-Geral da União (CGU), sobre os contratos.
Além da existência de contratos de terceirização de mão de obra sem divulgar informações no Portal da Transparência do Município, foram identificados pagamentos superiores a R$ 22 milhões ao Instituto Mais Integração Social (IMIS) e mais de R$ 3,6 milhões ao Instituto Alvorecer, sem disponibilizar documentos e informações exigidos pela legislação de transparência pública.
Foram constatadas, ainda, divergências entre informações divulgadas pelo Município e os contratos e pagamentos para terceirização de serviços. Além disto, foi observada a omissão de informações sobre contratos, processos licitatórios, empenhos, liquidações, notas fiscais e outros documentos sobre as contratações.
Determinações – Entre as medidas, está a suspensão imediata de novos pagamentos do Município ao Instituto Mais Integração Social, Instituto Alvorecer e outros contratos de terceirização que estejam em situação de descumprimento de transparência, até a regularização do Portal da Transparência.
O Município também está obrigado a publicar, no prazo de 10 dias, a relação dos trabalhadores terceirizados em atividade, identificação de funções, locais de lotação, carga horária e remuneração, além da disponibilização dos processos licitatórios e da execução financeira dos contratos. Foi, ainda, determinada a apresentação, em até 48 horas, da documentação relativa às contratações.
Outra providência é a implementação, em até 15 dias, de identificação visual dos trabalhadores terceirizados por meio de uniformes e crachás, para ampliar a fiscalização e o controle.
Descumprimento – A multa por descumprimento das determinações foi fixada em R$ 5 mil diários (até o limite de R$ 100 mil), a ser paga individualmente pelo prefeito Jose Antônio Lisboa Mendes e o controlador-geral do Município, Paulo Ricardo Paiva.
O deputado federal Pedro Lucas Fernandes, líder do União Brasil na Câmara Federal, manifestou posição contrária à minuta do decreto que propõe a criação da Reserva Extrativista (Resex) Tauá-Mirim, em São Luís, e afirmou que o modelo atual da proposta pode trazer impactos diretos ao complexo portuário do Maranhão.
Ao comentar o tema, o parlamentar foi enfático ao afirmar: “Eu sou contra a minuta do decreto da reserva extrativista Tauá-Mirim, pelo tamanho que está na minuta”. Segundo ele, a área prevista no documento alcança 17 mil hectares.
Pedro Lucas argumenta que a dimensão territorial proposta pode comprometer a atividade portuária na capital maranhense. “Acaba com todo o complexo portuário do Maranhão. É o maior complexo portuário”, declarou.
O deputado também destacou a relevância econômica da estrutura portuária para o estado, ressaltando o volume financeiro movimentado na região. “Por lá passa 6 bilhões de dólares, é muita coisa”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, a manutenção do texto atual pode afetar diretamente o mercado de trabalho. “O Maranhão precisa do Porto do Itaqui, precisa da geração de empregos e a gente vai perder 50 mil empregos”, disse.
Pedro Lucas Fernandes reforçou a defesa de uma revisão na proposta e afirmou que a discussão precisa ser conduzida com responsabilidade. Segundo ele, os limites territoriais previstos devem ser reavaliados para garantir equilíbrio entre preservação ambiental, proteção das comunidades tradicionais e desenvolvimento econômico.
O debate sobre a criação da Resex Tauá-Mirim envolve diferentes setores da sociedade e tem mobilizado representantes políticos, comunidades tradicionais, ambientalistas e setores ligados à atividade portuária e industrial no Maranhão. O centro da discussão está justamente no desafio de conciliar preservação e crescimento econômico em uma área estratégica para o estado.
O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 aponta uma leve melhora na qualidade de vida da população, mas reforça um cenário já conhecido: as desigualdades regionais seguem como marca forte no país. O levantamento mostra que municípios das regiões Sul e Sudeste continuam dominando as melhores posições, enquanto Norte e Nordeste concentram os piores desempenhos.
A média nacional chegou a 63,40 pontos neste ano, acima dos 63,05 registrados em 2025 e dos 62,85 de 2024, indicando um avanço gradual nos indicadores sociais.
O levantamento avaliou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, reunindo dados de órgãos públicos como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DataSUS, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e MapBiomas. Diferentemente do Produto Interno Bruto (PIB), o IPS mede as condições concretas de vida da população.
Pelo terceiro ano consecutivo, Gavião Peixoto lidera o ranking nacional, com 73,10 pontos. O município paulista, com cerca de 4,8 mil habitantes, manteve a primeira colocação no índice. Na última posição aparece Uiramutã, com 42,44 pontos.
Entre os 20 municípios mais bem colocados, 18 estão localizados no Sul e Sudeste. Já entre os 20 piores resultados, 19 pertencem ao Norte e Nordeste, evidenciando a concentração histórica de desigualdades no território nacional.
No recorte das capitais, Curitiba aparece como a mais bem posicionada, com 71,29 pontos. Na sequência estão Brasília (70,73) e São Paulo (70,64). Completam o grupo das cinco melhores Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66).
Na parte inferior do ranking entre as capitais, Macapá e Porto Velho tiveram os menores índices, com 59,65 e 58,59 pontos, respectivamente.
Entre os municípios com pior desempenho no país, predominam cidades da Amazônia Legal e áreas com baixo acesso a serviços básicos. Além de Uiramutã, aparecem na lista localidades como Jacareacanga, Portel e Amajari.
Já no topo do ranking, além de Gavião Peixoto, figuram cidades como Jundiaí, Pompéia, Nova Lima e Maringá, reforçando a predominância do eixo Sul-Sudeste nos melhores indicadores sociais do país.
A segurança pública de Paço do Lumiar deu mais um importante passo nesta sexta-feira (12) com a inauguração da nova sede do 22º Batalhão da Polícia Militar, localizada na Avenida 13, no Maiobão. A entrega do novo espaço foi realizada pelo prefeito Fred Campos, em parceria com o Governo do Maranhão, reforçando os investimentos voltados para a proteção da população e a valorização das forças de segurança.
A nova sede foi construída para oferecer mais conforto, eficiência e melhores condições de trabalho aos policiais militares que atuam diariamente no município. O prédio conta com uma estrutura moderna, totalmente climatizada, mobiliário planejado, amplo estacionamento e ambientes adequados para o desenvolvimento das atividades administrativas e operacionais da corporação.
A cerimônia de inauguração reuniu diversas autoridades, entre elas a primeira-dama Maedja Campos, o senador Weverton Rocha, a secretária de Estado da Segurança Pública, Coronel Augusta, o comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, Coronel Wallace, o comandante do 22º BPM, Major Paulo José de Olinda Santos, vereadores, militares e moradores da cidade.
O novo batalhão chega para fortalecer a atuação da Polícia Militar em Paço do Lumiar, proporcionando uma estrutura mais adequada para o planejamento das operações, atendimento ao público e desenvolvimento das ações de combate à criminalidade.
Durante a solenidade, a secretária de Segurança Pública do Estado destacou a importância do investimento para o fortalecimento da corporação.
“Por determinação do governador Carlos Brandão, estamos entregando uma estrutura moderna e preparada para atender às necessidades da Polícia Militar e da população. Este novo batalhão garante mais conforto aos nossos policiais, melhora as condições de trabalho e fortalece a capacidade operacional da corporação. Investir em segurança é investir na qualidade de vida das pessoas e na construção de cidades mais seguras”, afirmou a Coronel Augusta.
O prefeito Fred Campos ressaltou a parceria com o Governo do Estado e destacou que a nova sede representa uma conquista importante para o município.
“Quero agradecer ao governador Carlos Brandão por mais esse grande investimento em Paço do Lumiar. O Governo do Estado tem sido um parceiro fundamental para o desenvolvimento da nossa cidade e para a realização de ações que melhoram a vida da população. A entrega desta nova sede do 22º BPM representa um avanço significativo para a segurança pública, oferecendo aos nossos policiais uma estrutura moderna e digna para exercer suas funções. Quando investimos em segurança, investimos na proteção das famílias, na tranquilidade dos bairros e no bem-estar de toda a população”, destacou Fred Campos.
Sob o comando do Major Paulo José de Olinda Santos, o 22º Batalhão passa a contar com um espaço mais amplo e funcional, fortalecendo as ações de policiamento ostensivo e ampliando a capacidade de resposta da corporação às demandas da população luminense.
A nova sede simboliza mais um avanço da parceria entre Prefeitura e Governo do Estado, reafirmando o compromisso com investimentos que promovem mais segurança, melhores condições de trabalho para os agentes públicos e mais tranquilidade para os moradores de Paço do Lumiar.
O deputado federal e pré-candidato à reeleição Aluísio Mendes (Republicanos) reafirmou, em ato na cidade de São João Batista, seu apoio ao trabalho do governador Carlos Brandão e, consequentemente, ao projeto do pré-candidato ao governo Orleans Brandão (MDB).
“Sem dúvida nenhuma, é um governador que já deixou a sua marca. Governador simples, humilde, municipalista, que abriu as portas do Palácio dos Leões para a classe política”, declarou.
Aluísio Mendes destacou que Brandão foi o melhor governador para São João Batista e abriu mão de uma eleição garantida ao Senado para seguir trabalhando pelo Maranhão.
“Por isso, reafirmo aqui o meu compromisso com o governador Carlos Brandão”, assegurou Aluisio Mendes.
Uma ação coordenada pelo Ministério Público do Maranhão e pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais cumpriu, nesta segunda-feira, 15, em São Luís, prisões preventivas, buscas e bloqueio de bens contra grupo que teria desviado cerca de R$ 9,6 milhões em verbas destinadas a projetos sociais.
A investigação, que começou com a análise de prestações de contas de recursos públicos, resultou na deflagração da Operação Benedictio, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão, com apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e da Polícia Militar em cumprimento a uma decisão da Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados (Vecco).
A operação cumpriu mandados de prisão preventiva contra os investigados Evania Maria Sousa Nicacio, Lucivânia Martins Alves Siqueira, José Roberto Santos Cunha e Cristiana Serra Duarte Cunha, além de buscas e apreensões em 12 endereços. Os alvos são investigados por integrar uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas públicas oriundas de convênios e emendas parlamentares, lavagem de dinheiro e associação com facção criminosa.
Segundo as investigações, o grupo teria criado uma sofisticada rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores encarregados de ocultar a origem e a destinação de recursos que deveriam ser aplicados em projetos sociais voltados à população mais vulnerável. As apurações apontam um dano aos cofres públicos de aproximadamente R$ 9,6 milhões.
Combate a facção e domínio territorial –Mais do que um esquema financeiro, a investigação revelou indícios de um núcleo armado e de intimidação vinculado, à época dos fatos, à facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), com atuação em comunidades da capital. Segundo o Ministério Público, parte dos recursos desviados teria sido usada para sustentar uma verdadeira rede de proteção privada, voltada a blindar a liderança do grupo e a impor o silêncio aos moradores das áreas sob domínio da organização.
A decisão judicial destacou que o crime de organização tem natureza permanente e que a prisão preventiva mostrou-se indispensável para interromper a atuação do grupo, frear a reiteração delitiva e garantir a ordem pública, não havendo outra medida cautelar alternativa capaz de produzir o mesmo efeito.
Atuação integrada – A investigação foi conduzida pelo Gaeco em diversas fases e reuniu análises financeiras, relatórios de inteligência, afastamentos de sigilo autorizados judicialmente, interceptações telemáticas e trabalho de campo realizado por equipes especializadas. No cumprimento das medidas, o órgão do MPMA contou com o apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais, da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) e da Polícia Militar do Maranhão, que asseguraram a capacidade operacional necessária para a execução simultânea das ordens judiciais nos diversos endereços.
“A investigação é fruto do trabalho do Gaeco, que reuniu ao longo de várias fases as provas que embasaram as medidas cautelares. E quando se soma a esse trabalho a integração com a Seic, a Polícia Militar e a inteligência da Caei no momento do cumprimento, o resultado é ainda melhor: ganhamos capacidade operacional para chegar a todos os alvos e desarticular uma estrutura que desviava recursos dos mais vulneráveis e se associava a uma facção criminosa. Seguimos com o compromisso de recuperar os ativos desviados”, afirmou o coordenador do Gaeco, Haroldo Paiva de Brito.
Resultado das diligências – Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam aparelhos celulares, computadores, notebooks e mídias de armazenamento, além de documentos, registros contábeis, mais de R$ 300.000,00 em dinheiro em espécie, armas e veículos de luxo. Todo o material apreendido será devidamente registrado e preservado, observando-se a cadeia de custódia, a fim de assegurar a integridade, a rastreabilidade e a confiabilidade dos elementos coletados.
Os equipamentos eletrônicos e mídias digitais serão encaminhados ao Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/MPMA) para extração e análise dos dados, enquanto os demais bens permanecerão sob a guarda dos órgãos responsáveis, conforme sua natureza e destinação legal. A operação resultou, ainda na prisão preventiva de pessoas e na prisão em flagrante do vereador Beto Castro.
Significado da Operação Benedictio – O nome da operação deriva da palavra latina Benedictus, que significa “abençoado”, em referência direta ao nome da entidade investigada, o Instituto Sê Tu Uma Bênção. A escolha busca estabelecer um contraste simbólico entre a finalidade social que inspirou a criação da instituição e os fatos apurados na investigação.
Enquanto iniciativas dessa natureza existem para promover solidariedade, acolhimento e transformação social, os elementos reunidos apontam para a possível utilização do Instituto Sê Tu Uma Bênção como instrumento para o desvio de recursos públicos destinados justamente à população mais vulnerável. Em outras palavras, valores que deveriam representar esperança e oportunidade para milhares de pessoas teriam sido desviados em benefício de uma estrutura criminosa organizada.
Mais do que uma referência nominal, a Operação Benedictio simboliza o compromisso das instituições de controle e persecução penal em assegurar que recursos públicos destinados à promoção da dignidade humana cumpram efetivamente sua missão. O verdadeiro sentido de uma bênção não está na apropriação indevida de recursos coletivos, mas na sua correta aplicação em benefício da sociedade.
A Operação Benedictio também integra uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), iniciativa que reúne os Gaecos dos Ministério Público de todo país, em ações simultâneas voltadas ao enfrentamento das organizações criminosas e de suas diversas formas de atuação.
A Operação Benedictio reafirma o compromisso do Ministério Público do Maranhão e das forças de segurança com o enfrentamento qualificado à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.
Um homem com mandados de prisão em aberto pelos crimes de roubo e estelionato foi localizado e preso no Arraial do Ipem, em São Luís, após ser identificado pelo sistema de reconhecimento facial operado pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS).
Com esta ocorrência, já são duas capturas realizadas por meio da tecnologia de reconhecimento facial desde o início dos festejos juninos no Maranhão.
Segundo o comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Wallace Amorim, o resultado demonstra a eficiência da integração entre tecnologia e atuação das equipes em campo.
“Uma pessoa já havia sido presa com mandado de prisão ativo pelo crime de roubo. Agora, prendemos um indivíduo com mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo, em São Luís, e também por estelionato no Estado de Goiás. É mais um resultado que comprova a efetividade do planejamento operacional e da integração das forças de segurança”, destacou.
A prisão integra as ações do Plano Operacional São João Seguro 2026, coordenado pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA). A operação mobiliza cerca de quatro mil agentes das forças estaduais de segurança para garantir tranquilidade à população e aos turistas durante todo o período junino.
Participam da operação a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), Centro Tático Aéreo (CTA), Perícia Oficial e demais órgãos parceiros estaduais e municipais.
Monitoramento inteligente – O Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) desempenha papel estratégico na operação, realizando o monitoramento em tempo real dos principais circuitos juninos e promovendo o compartilhamento instantâneo de informações entre as instituições.
Além do suporte direto às equipes operacionais, o sistema conta com mais de 70 câmeras integradas, reconhecimento facial, ferramentas de análise inteligente de imagens e tecnologia para contagem do fluxo de pessoas, funcionando de maneira articulada com a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Centro Tático Aéreo e Perícia Oficial.
Como ocorreu a prisão – O sistema BriefCam de reconhecimento facial gerou um alerta a partir do banco de dados de pessoas procuradas, produzido pelo Centro de Inteligência de Segurança Pública (CISP) e integrado à plataforma utilizada pelo CIOPS durante a Operação São João Seguro.
As informações foram imediatamente repassadas às equipes da Polícia Militar que realizavam o policiamento no local. Após a abordagem, foi confirmada a identidade de Salomão Ageu de Araújo Sousa.
Consultas aos sistemas de segurança pública confirmaram a existência de um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara das Execuções Penais de São Luís, decorrente de condenação pelo crime de roubo (artigo 157, § 2º, do Código Penal), com pena remanescente de cinco anos e quatro meses, além de outro mandado de prisão em aberto pelo crime de estelionato no Estado de Goiás.
Após a confirmação, o foragido foi preso e encaminhado para os procedimentos legais cabíveis.
A Prefeitura de São José de Ribamar realizou a cerimônia de posse do Conselho Municipal de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+, tornando o município o primeiro do Maranhão a instalar oficialmente o colegiado. O momento representa um avanço histórico para a garantia de direitos, o fortalecimento da participação social e a construção de políticas públicas voltadas à promoção da cidadania e dos direitos humanos.
A criação do Conselho nasceu das propostas apresentadas durante a Conferência Municipal de Políticas LGBTQIA+ e se tornou realidade por meio da Lei nº 1.450/2025, sancionada pelo prefeito Dr. Julinho. A iniciativa consolida o compromisso da gestão municipal com uma cidade mais inclusiva, democrática e comprometida com o respeito à diversidade.
Durante a cerimônia, o superintendente de Direitos Humanos, Jucyarllyson Wolff, destacou a importância do momento para o município. “Hoje é um dia histórico para São José de Ribamar e para a garantia de direitos da população LGBTQIA+”, afirmou.
A coordenadora de Políticas LGBTQIA+, Agatha Babalu, ressaltou que a instalação do Conselho representa uma conquista construída coletivamente. “Esse é um espaço de participação e de fortalecimento das políticas públicas para a nossa população”, disse.
Representando o Instituto Lilás de Direitos Humanos, Carlos Alberto Leitão D. Azevedo enfatizou o pioneirismo ribamarense. “São José de Ribamar se torna referência no Maranhão ao dar esse importante passo em defesa dos direitos humanos”, destacou.
A presidente da Câmara Municipal, Francimar Jacinto, reforçou o papel do Legislativo na consolidação da iniciativa. “É uma conquista que fortalece a democracia e reafirma o compromisso com a inclusão”, declarou.
Empossado como conselheiro suplente, Antônio da Conceição destacou a importância da participação da sociedade civil. “O Conselho é um instrumento fundamental para garantir voz e representatividade”, afirmou.
Já a secretária municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda (SEMAS), Gilvana Duailibe, ressaltou que a criação do colegiado representa mais um avanço nas políticas de proteção social do município. “Seguimos trabalhando para construir uma cidade cada vez mais acolhedora e respeitosa com todos”, disse.
Mais do que um espaço de diálogo entre poder público e sociedade civil, o Conselho Municipal de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+ simboliza o compromisso de São José de Ribamar com a promoção da igualdade, da cidadania e do respeito à diversidade.
Com a instalação do colegiado, o município escreve mais um capítulo de sua história e reafirma seu protagonismo na construção de políticas públicas que cuidam de todos e todas.
Em audiência pública realizada pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) apresentou as principais ações realizadas, por meio de sua Superintendência Regional no Maranhão, para a revitalização da bacia hidrográfica do Rio Itapecuru.
Considerado um dos principais mananciais maranhenses e responsável pelo abastecimento de grande parte da população de São Luís (cerca de 60% da demanda de água da capital), o rio possui importância estratégica para a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável do estado.
A audiência pública ocorreu na Câmara Municipal de Itapecuru Mirim (MA), na última quinta-feira (11), com o objetivo de discutir ações de preservação e conservação do manancial.
Durante a apresentação da Codevasf, conduzida pelo gerente regional de Revitalização e Desenvolvimento Territorial, Adenilson de Oliveira, foram destacados o Plano Nascentes do Rio Itapecuru e o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru. Essas iniciativas, apoiadas pela Companhia, fornecem subsídios técnicos para a gestão sustentável das águas e para a implementação de políticas públicas voltadas à segurança hídrica e à conservação ambiental.
Destaque também para o recém-inaugurado Centro de Monitoramento da Bacia do Rio Itapecuru, iniciativa resultante de convênio com a Universidade Estadual do Maranhão (Uema), cuja finalidade é acompanhar a qualidade e a quantidade das águas superficiais da Bacia do Rio Itapecuru, contribuindo para a gestão sustentável dos recursos hídricos, o controle da poluição e a garantia do abastecimento humano e produtivo.
Também foram apresentadas ações de recuperação e proteção de nascentes, executadas por meio de acordos de cooperação técnica com instituições parceiras, além do fornecimento de kits ambientais e apoio técnico a projetos de revitalização. Outro ponto abordado foi a participação permanente da Codevasf no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru, espaço estratégico para o planejamento e a articulação de ações voltadas à preservação dos recursos naturais da região.
Atuação integrada – Ao longo da audiência, foram compartilhadas experiências e informações técnicas que contribuirão para o fortalecimento das ações de preservação, ao mesmo tempo em que ampliam o diálogo entre instituições públicas e demais atores envolvidos na gestão dos recursos hídricos.
O superintendente regional da Codevasf no Maranhão, Clóvis Paz, destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos e a sociedade para a proteção das águas. “A preservação do Rio Itapecuru exige união de esforços e planejamento contínuo. A Codevasf tem contribuído com estudos, investimentos e parcerias que fortalecem a conservação ambiental e promovem o desenvolvimento sustentável dessa bacia”, afirmou.
Para Adenilson de Oliveira, as ações apresentadas demonstram o compromisso institucional da Companhia com a revitalização das bacias hidrográficas maranhenses. “Nosso trabalho busca aliar conhecimento técnico, planejamento e ações práticas de recuperação ambiental, contribuindo para a proteção das nascentes e para a melhoria da gestão dos recursos hídricos da bacia do Itapecuru”, ressaltou o gerente.
A audiência reuniu representantes de órgãos públicos, entidades da sociedade civil e instituições ligadas à gestão ambiental e de recursos hídricos. Entre os participantes estavam a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Itapecuru Mirim, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru (CBH-Itapecuru) e a Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes (AICLA).