Blog do Rogério Silva - Notícias em tempo real

Conta de luz sobe acima da inflação e pressiona orçamento das famílias em 2026

O aumento das tarifas de energia elétrica deve pesar no bolso dos brasileiros ao longo de 2026. Reajustes aprovados e ainda em análise pela Agência Nacional de Energia Elétrica já atingem ou podem alcançar cerca de 35 milhões de unidades consumidoras no primeiro semestre, o equivalente a quase 40% do total no país.

Apesar de projeções do setor indicarem uma elevação média em torno de 8%, os reajustes efetivos têm superado essa estimativa. Em diversas distribuidoras, os índices avançam para dois dígitos, com maior intensidade nas regiões Sul e Sudeste.

Levantamento com base em dados da própria agência mostra que grandes concessionárias concentram parte significativa desses aumentos. Empresas como CPFL Paulista, Coelba, Enel Rio e Copel apresentam reajustes que variam de aproximadamente 12% a mais de 19%, impactando milhões de consumidores.

Em alguns casos, os aumentos se aproximam de 20%. A Copel, que atende cerca de 5 milhões de unidades consumidoras, discute em consulta pública uma revisão tarifária com elevação média de 19,2%. Já a CPFL Santa Cruz trabalha com reajuste próximo de 19% em municípios de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Por outro lado, distribuidoras das regiões Norte e Nordeste têm conseguido conter parte das altas. A redução do impacto ocorre principalmente pela antecipação de recursos vinculados ao Uso de Bens Públicos (UBP), mecanismo que contribui para suavizar os reajustes e manter os índices, em geral, em um dígito.

Mesmo com essas medidas, a elevação das tarifas reflete pressões estruturais do setor elétrico. Entre os principais fatores está o aumento dos encargos, especialmente da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que financia políticas públicas e é custeada diretamente pelos consumidores.

Com esse cenário, a tendência é de encarecimento contínuo da energia elétrica ao longo do ano, ampliando o custo de vida e comprometendo uma parcela maior da renda das famílias, sobretudo nas áreas onde os mecanismos de alívio tarifário têm menor alcance.

Comportamento inautêntico coordenado e os limites da manipulação digital nas eleições 2026

Inicio este ensaio afirmando que a desumanização da rede não é apenas um subproduto tecnológico, mas uma estratégia de negócio que corrói pilar fundamental da democracia: a livre formação da vontade do eleitor.

O sufrágio universal pressupõe um eleitor informado e capaz de deliberar em liberdade. Essa premissa está sendo solapada por um processo anterior a qualquer eleição por meio de progressiva desumanização da própria internet. Em 2018, a New York Magazine revelou que, em determinado período de 2013, cerca de metade de todo o tráfego do YouTube era composto por bots se passando por pessoas. Tal proporção era tão elevada que os próprios engenheiros da plataforma temiam o fenômeno que denominaram internamente como “a Inversão”, definido como o ponto hipotético a partir do qual os sistemas de detecção de fraude passariam a classificar os bots como reais e os humanos como anomalias. No mesmo ano, o New York Times documentou, em “The Follower Factory”, como a indústria de contas falsas havia se tornado um mercado bilionário que contava com políticos entre seus clientes. Esses dados não são curiosidade tecnológica, visto que constituem o substrato empírico da Dead Internet Theory, a qual consiste na hipótese, progressivamente corroborada por estudos, de que menos de 60% do tráfego global da web é gerado por seres humanos.

O fenômeno ganhou dimensão radicalmente nova quando as próprias plataformas passaram a criar perfis artificiais como estratégia de negócio. Connor Hayes, vice-presidente de IA Generativa da Meta, anunciou ao Financial Times que a empresa espera que seus usuários de IA apareçam em suas redes da mesma forma que contas humanas, possuindo biografias, fotos e capacidade de engajar conteúdo. A jornalista Karen Attiah, do Washington Post, conversou no Instagram com “Liv”, um perfil que se apresentava como “orgulhosa mãe negra queer”. Ela constatou que o robô admitiu ter sido criado por uma equipe predominantemente branca e masculina, sem qualquer correspondência com a identidade exibida (CAMPOS, 2026). Com efeito, considerando todo este contexto parece crível afirmar que o mecanismo de controle colapsa quando o próprio guardião cria, instiga e, até, festeja, a ameaça.

Para o direito eleitoral, todas essas constatações representam um agravamento exponencial sobre a salubridade e higidez do ambiente político-eleitoral com sólido potencial de sepultamento das democracias representativas, considerando que o arquétipo sob o qual se construiu a lógica do sistema é, primordialmente, assegurar que os cidadãos exerçam sua capacidade eleitoral ativa de forma livre e soberana. A soberania popular, nunca é demais lembrar, se revela no poder incontrastável de decidir.

Constata-se, então, que na atualidade já não é suficiente combater apenas operações clandestinas de terceiros, mas uma arquitetura de negócio que institucionaliza a inautenticidade como produto. E, se esta é uma verdade, imponderável compreender e alertar que o debate público eleitoral, ocorrido nas redes sociais, passa a estar gravemente comprometido diante de uma artificialidade que fabrica discursos, aparentemente espontâneos e populares, por meio de operação coordenada de perfis fictícios, o denominado comportamento inautêntico coordenado.

O Comportamento Inautêntico Coordenado (CIB – Coordinated Inauthentic Behavior) é a categoria que descreve operações orquestradas de múltiplas contas, automatizadas ou controladas por humanos, destinadas a enganar outros usuários quanto à identidade, à origem e ao propósito dos atores envolvidos no debate. A distinção fundamental que o conceito introduz, e que o torna normativamente essencial, é a separação entre o plano do conteúdo e o plano do comportamento. Enquanto o regime jurídico tradicional ancora-se na falsidade da informação, o CIB desloca o dano, visto que uma operação pode veicular conteúdo factualmente verdadeiro e ainda assim constituir manipulação eleitoral grave, porque a percepção artificialmente amplificada de consenso que ela produz falsifica a ecologia do debate democrático.

Os precedentes concretos dissipam qualquer dúvida quanto à gravidade da ameaça. Em dezembro de 2024, as eleições presidenciais da Romênia foram anuladas após as autoridades de segurança demonstrarem que o candidato vencedor do primeiro turno havia sido promovido de forma maciça no TikTok por 25.000 contas pró-candidato, as quais se tornaram altamente ativas nas duas semanas anteriores ao pleito. Dentre esse contingente, quase 800 perfis foram criados em 2016 e mantidos inativos por anos, aguardando ativação coordenada (RAINSFORD, 2024; SOLEA, 2024). A eleição foi anulada, e a democracia romena forçada a reiniciar o certame, pois o debate havia sido colonizado por entidades desprovidas de personalidade civil.

Nas eleições alemãs de 2025, o parlamentar Konstantin von Notz declarou que o pleito sofreu manipulação clara e bem-sucedida por atores estrangeiros, cujas operações utilizaram o software Meliorator, ferramenta descrita pelo FBI como um pacote de inteligência artificial secreto capaz de engendrar personas digitais aptas a ludibriar os mecanismos de detecção das plataformas, levando-as a classificar bots como usuários humanos reais (BOND, 2024). O Brasil possui mais de 150 milhões de eleitores, detendo uma das maiores taxas de uso de redes sociais do mundo e um histórico recente de disputas eleitorais marcadas pela instrumentalização intensa do ambiente digital. Portanto, o CIB constitui um fenômeno endógeno, dispensando qualquer necessidade de importação.

Nesse contexto, o ecossistema digital das eleições gerais de 2026 apresenta desafios que transcendem a mera disseminação de fake news. O debate público eleitoral passou a ser contaminado, de forma estruturalmente mais grave pelo fenômeno do comportamento Inautêntico Coordenado. Como visto, não se trata apenas do conteúdo da mensagem, mas da artificialidade da rede que a propaga, utilizando perfis falsos e automatizados para produzir uma popularidade inexistente e induzir o eleitor a erro sobre a real expressividade política de candidaturas.

A distinção é fundamental precisa ser esclarecida desde logo: a desinformação eleitoral clássica (a fake news) atua sobre o conteúdo do discurso; veicula informações falsas sobre fatos ou sobre os candidatos. O CIB atua sobre a estrutura do discurso, ou seja, fabrica a aparência de que há um discurso espontâneo e popular onde na verdade existe apenas uma operação coordenada estrategicamente por meio de perfis fictícios. É, em sentido técnico e jurídico rigoroso, a falsificação do próprio debate democrático, e não de uma informação dentro dele. A estratagema tecnológica conduz ao falseamento do debate em si, ou ainda, da relevância de determinado conteúdo ou, mesmo, do próprio candidato.

O mecanismo central do Comportamento Inautêntico Coordenado (CIB), conforme identificado por Nathaniel Gleicher, diretor de políticas de segurança do Facebook, reside na utilização estratégica de contas falsas e duplicadas. Essas contas atuam de forma sinérgica para amplificar umas às outras, induzindo o público a uma percepção de popularidade que não possui correspondência com a realidade. Essa estratégia explora diretamente o funcionamento dos algoritmos de recomendação, que privilegiam conteúdos com maior engajamento.

Ora, se os algoritmos de recomendação de conteúdo tendem a amplificar publicações com maior engajamento, publicações com mais comentários e interações recebem mais visibilidade orgânica, atingindo mais usuários reais, que geram mais engajamento genuíno, inaugurando um ciclo autocumulativo. O CIB injeta nesse ciclo um engajamento fictício que desencadeia efeitos reais. Os perfis falsos geram mais visibilidade para o candidato, que atrai mais interações autênticas, que geram mais visibilidade – num processo de amplificação exponencial cujos efeitos não se desfazem pela simples remoção posterior dos perfis, pois a impressão de popularidade já terá sido consolidada no imaginário do eleitorado.

A Justiça Eleitoral brasileira, reconhecendo a gravidade crescente do fenômeno, reagiu com a edição da Resolução TSE nº 23.755/2026, que introduziu o art. 38-A na Resolução nº 23.610/2019, ou seja, o primeiro instrumento jurídico-positivo brasileiro expressamente concebido para combater o CIB no direito eleitoral.

A Resolução TSE nº 23.755/2026, editada em 2 de março de 2026, inseriu o art. 38-A na Resolução nº 23.610/2019, que consiste no diploma central da propaganda eleitoral, criando um mecanismo autônomo de remoção de perfis digitais falsos, apócrifos ou automatizados. A inovação possui natureza estrutural, uma vez que, enquanto o art. 38 opera sobre a camada do discurso, focando na remoção de conteúdo ilícito, o art. 38-A incide sobre a camada do ator. O dispositivo determina a exclusão quando o sujeito-perfil constituir, por sua própria essência, uma ficção ou um artefato criado com o fito de enganar.

Do texto do artigo emergem pressupostos cumulativos. O primeiro refere-se à comprovação da inautenticidade do perfil, subdividida em três categorias, quais sejam, o perfil “falso” por identidade inexistente, o “apócrifo” por ausência de autoria reconhecível e o “automatizado ou robô”, operado por sistemas computacionais sem presença humana real. O segundo requisito é de ordem comportamental, exigindo que as publicações configurem prática reiterada. Nesse sentido, não se admite a remoção por publicação isolada, o que impõe à Justiça Eleitoral o ônus de demonstrar a existência de um padrão. O terceiro pressuposto, previsto no inciso II, estabelece a necessidade de prévia declaração judicial de que os fatos veiculados são notoriamente inverídicos. Tal exigência cria uma dependência procedimental entre o art. 38-A e o regime do art. 38, formando uma cadeia que, embora garantidora da segurança jurídica, pode comprometer a celeridade da resposta em contextos de campanha nos quais o dano informacional se propaga em questão de horas.

O § 1º consagra o processo judicial sob a égide da ampla defesa e do contraditório, garantia que distingue o modelo brasileiro de sistemas que permitem a exclusão por decisão unilateral das plataformas, conforme imposição constitucional do art. 5º, LV. Por sua vez, o § 2º atua como limitador da autonomia privada, estabelecendo que a exclusão por iniciativa dos provedores somente é autorizada para perfis falsos, automatizados ou robôs. Tal vedação impede a remoção de qualquer conta cujo conteúdo contrarie meros interesses comerciais da plataforma, configurando uma resposta normativa direta ao risco de censura privada disfarçada de moderação.

A remoção de perfis coloca o intérprete diante de uma tensão constitucional inegociável. A liberdade de expressão, amparada pelo art. 5º, IV e IX da Carta Magna, e o anonimato, que é vedado para manifestações políticas identificáveis, mas funcionalmente protetivo para grupos vulneráveis e denunciantes, não se deixam delimitar com facilidade na arquitetura dos perfis digitais.

O arcabouço normativo introduzido pelo já mencionado art. 38-A não representa apenas um avanço procedimental, mas uma resposta estrutural à premente necessidade de preservar a ontologia do eleitor frente à desumanização digital. Ao enfrentar o Comportamento Inautêntico Coordenado, o Tribunal Superior Eleitoral atua na camada mais profunda do processo eleitoral, incidindo não sobre o conteúdo dos discursos, mas sobre a autenticidade dos sujeitos que os enunciam. Conforme observa Francieli Campos (2026), o óbice primordial da geração atual reside na manipulação do debate por perfis artificiais que orquestram as redes mediante a mimetização do embate político, o que torna o dispositivo arquitetonicamente coerente e teleologicamente claro. Seus limites probatórios e de extraterritorialidade não possuem o condão de invalidá-lo; ao revés, revelam o labor que ainda remanesce ao legislador e à magistratura para evitar que a “Inversão” (o ponto em que a máquina é tratada como real e o humano como anomalia) constitua o destino do debate brasileiro, visto que a soberania popular é atributo intrínseco das pessoas naturais.

Essa transição da norma para a salvaguarda da vontade livre evidencia que a integridade do certame depende, fundamentalmente, da contenção das simulações sistêmicas que ameaçam sequestrar o consenso democrático.

Em última análise, se a democracia é o governo do povo, para o povo e pelo povo, o Direito Eleitoral não pode permitir que a vontade popular seja mimetizada por algoritmos, sob pena de transformarmos o sufrágio universal em um simulacro estatístico gerado por máquinas, onde o cidadão é apenas um intruso em sua própria história. O desafio de 2026 não reside apenas em garantir o livre acesso às urnas, mas em assegurar que a consciência que as opera não tenha sido capturada por uma arquitetura de inautenticidade coordenada. A soberania é um atributo da vida real, e a Justiça Eleitoral firma-se, hodiernamente, como a última fronteira entre a deliberação livre e a manipulação industrializada.

Anna Graziella Santana Neiva Costa – Advogada, sócia-fundadora do escritório Anna Graziella Neiva Advocacia. Ex-juíza do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e ex-ouvidora do TRE/MA. Pós-graduada em Direito Eleitoral, MBA em Direito Tributário, especialista em Ciência Jurídico-Política e Direito Constitucional e Eleitoral, membro consultora da Comissão Especial Eleitoral do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, membro da ABRADEP, do COPEJE e do IAB. Foto: Arquivo pessoal

Ana Júlia Estrela Araújo Flexa Ribeiro – Estagiária acadêmica de Direito do 7.º período do Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom Bosco – UNDB

PRF apresenta balanço da Operação Tiradentes no Maranhão

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apresentou o balanço da Operação Tiradentes 2026 realizada nas rodovias federais do Maranhão. O reforço na fiscalização empregado neste período contribuiu diretamente para a redução das mortes e o combate à criminalidade.

Um dos principais destaques foi a redução no número de mortes, que apresentou queda de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior, evidenciando a efetividade das ações preventivas e repressivas adotadas pela PRF.

No campo operacional, houve aumento do efetivo empregado, que cresceu 16,4%, além da ampliação das horas de ronda, que atingiram 692 horas. Esse reforço contribuiu diretamente para maior presença policial nas rodovias e resposta mais rápida às ocorrências.

No decorrer das ações da Operação Tiradentes 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também registrou diversas ocorrências de excesso de velocidade, com veículos trafegando acima dos limites estabelecidos nas rodovias federais do Maranhão, o que reforça a importância da intensificação da fiscalização e da conscientização dos condutores.

Outro ponto de destaque foi o enfrentamento à condução sob efeito de álcool. A PRF registrou aumento de 66,7% nas detenções por alcoolemia, evidenciando a intensificação das abordagens e a atuação firme no combate a essa prática, uma das principais causas de sinistros graves.

Além das ações voltadas à segurança viária, a PRF também atuou de forma efetiva no combate à criminalidade. Ao todo, 28 pessoas foram detidas por diversos crimes, incluindo embriaguez ao volante, crimes ambientais e cumprimento de mandados de prisão pelos crimes de ameaça, violência doméstica, homicídio e roubo. Também foram recuperados 4 veículos com sinais de adulteração, reforçando o trabalho de enfrentamento a fraudes veiculares.

Os dados demonstram que, mesmo diante do aumento no fluxo de veículos durante o feriado, a PRF conseguiu ampliar sua presença nas rodovias e atuar de forma estratégica, promovendo maior segurança aos usuários e contribuindo para a preservação de vidas.

A PRF reforça que seguirá atuando de forma permanente na fiscalização e orientação dos condutores, visando a construção de um trânsito mais seguro em todo o estado do Maranhão.

Justiça Federal suspende mineração em área quilombola em Brejo

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença favorável em ação civil pública contra o estado do Maranhão e duas pessoas responsáveis por atividade minerária em Brejo (MA). A decisão anula a licença ambiental concedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) e determina a paralisação da extração de calcário em área reivindicada pela Comunidade Remanescente de Quilombo Alto Bonito.

Segundo o MPF, o licenciamento autorizou a exploração na localidade conhecida como Fazenda Perneta sem a realização de consulta prévia, livre e informada à comunidade tradicional potencialmente afetada, em desacordo com normas nacionais e internacionais.

Ao analisar o caso, a Justiça Federal confirmou a tutela de urgência (liminar) anteriormente concedida e manteve a suspensão dos efeitos da licença de operação, diante do risco de danos ambientais e sociais à comunidade afetada.

Na sentença, foi reconhecida a irregularidade do licenciamento ambiental, uma vez que a autorização foi concedida sem observância de normas que garantem o direito de consulta às comunidades tradicionais potencialmente impactadas.

Além de anular a licença, a Justiça Federal condenou os responsáveis à recuperação da área degradada e ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos. O valor deverá ser destinado prioritariamente à comunidade quilombola atingida ou, de forma subsidiária, ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

Meia tonelada de cocaína é apreendida pela PM em Caxias

Mais de meia tonelada de cocaína, avaliada em mais de R$ 30 milhões, foi apreendida pela Polícia Militar no município de Caxias, região Leste maranhense.

A droga foi localizada em um sítio, no povoado Barriguda, na zona rural do município, após informações repassadas ao Comando de Operações de Sobrevivência em Área Rural (COSAR) pelo Comando de Operações de Divisas do Estado de Goiás, que atuava em operação conjunta com a FICCO/GO na busca de um caminhão carregado com drogas no município de Cristalina, em Goiás. Durante a ação da Polícia de Goiás, foi encontrado um documento que indicava um endereço na cidade de Caxias, no Maranhão.

A partir da denúncia, foi montada uma operação integrada em Caxias, comanda da pelo 2º Batalhão da PM, envolvendo diversas unidades da Policia Militar, que resultou na apreensão do entorpecente.

Ao todo, as equipes localizaram no sítio 14 sacos grandes contendo 20 tabletes de substância análoga à cocaína

No momento da chegada das equipes, um casal estava no local. O homem conseguiu fugir para uma área de mata e ainda não foi localizado. A mulher, de 36 anos, natural de Caxias, foi presa em flagrante e apresentada, juntamente com a droga, no plantão da Delegacia Regional de Caxias, onde foi autuada em flagrante.

Durante a operação, também foram apreendidos uma espingarda abandonada por um dos suspeitos durante a fuga, três carregadores cal .40, 1 carregador pistola cal.40, 25 munições intactas cal.40, 05 munições intactas cal.36, 02 rádios comunicadores HT, 01 espingarda cal.36.

As forças de segurança seguem em diligências para localizar o suspeito foragido e identificar outros possíveis envolvidos.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apuração do caso e identificação e prisão de todos os envolvidos.

Maioria dos brasileiros domina habilidades digitais

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria indica que 54,2% dos brasileiros possuem nível médio-alto ou alto de competência em tarefas digitais. Os dados integram a 68ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: visão da população sobre o mercado de trabalho.

O estudo revela diferenças significativas entre faixas etárias. Jovens apresentam maior domínio em atividades digitais mais avançadas: 65,7% dos brasileiros entre 16 e 24 anos e 63,2% na faixa de 25 a 34 anos têm desempenho médio-alto ou alto em tarefas complexas. Esse percentual diminui para 53,4% entre pessoas de 35 a 44 anos. A queda é ainda mais acentuada nas faixas seguintes, atingindo 36% entre 45 e 59 anos e apenas 9,9% entre aqueles com 60 anos ou mais.

No recorte geral, as habilidades básicas apresentam maior domínio entre os entrevistados. Segundo a pesquisa, 64,1% afirmam ter nível médio-alto ou alto nesse tipo de atividade. Já nas tarefas mais complexas, o índice cai para 44,5%.

Entre as competências consideradas básicas estão ações como redigir textos, utilizar aplicativos de mensagens, navegar em sites, realizar compras online e efetuar transações financeiras, como PIX e pagamento de boletos. Também fazem parte desse grupo atividades como gerenciar redes sociais e verificar a veracidade de informações na internet.

Por outro lado, as habilidades digitais complexas incluem tarefas como configurar dispositivos eletrônicos, solucionar problemas técnicos, criar planilhas e conteúdos visuais, além de trabalhar com armazenamento em nuvem. O uso de ferramentas de inteligência artificial, a identificação de fraudes digitais e o desenvolvimento de aplicativos e sites também integram esse conjunto de competências.

PRF alerta para alto índice de excesso de velocidade nas rodovias do MA

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem registrado diversos veículos trafegando com velocidade superior à máxima permitida nas rodovias federais do Maranhão. A iniciativa faz parte da Operação Tiradentes 2026 e busca reduzir comportamentos perigosos que contribuem diretamente para a gravidade dos acidentes de trânsito.

A fiscalização intensa, que utiliza radares portáteis em pontos estratégicos, visa coibir uma das condutas que mais agravam a letalidade dos sinistros de trânsito, em consonância com as metas do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS).

O monitoramento aponta que o aumento do fluxo de veículos, característico do feriado prolongado, tem sido acompanhado por comportamentos de risco. A análise de dados da PRF demonstra que o excesso de velocidade reduz o tempo de reação do condutor e potencializa a gravidade dos impactos, aumentando assim a chance de óbitos no trânsito em caso da ocorrência de acidentes.

No Maranhão, as equipes de fiscalização intensificaram o uso de tecnologias de medição nos seguintes trechos:

Na BR-135, especialmente no trecho de saída da capital e nos segmentos de reta do Campo de Perizes, onde a combinação de pista duplicada e fluxo intenso tem induzido condutores a excederem os limites regulamentares, elevando o risco de colisões traseiras e saídas de pista.

Na BR-010, na região de Imperatriz e municípios adjacentes, a fiscalização tem focado em pontos onde o perímetro urbano se mistura ao rodoviário, locais onde o respeito ao limite de velocidade é vital para a segurança de pedestres e ciclistas.

Já na BR-402, rota de acesso ao Polo Lençóis, a presença dos radares portáteis tem sido constante para conter o abuso de velocidade por parte de veículos de turismo e particulares que se deslocam em direção ao litoral.

A PRF ressalta que a velocidade excessiva é uma infração que varia de média a gravíssima, com penalidades que incluem multas e, em casos de excesso acima de 50% do limite, a suspensão imediata do direito de dirigir.

A Operação Tiradentes 2026 segue com o policiamento reforçado até o encerramento do feriado, com o objetivo primordial de garantir a segurança viária, promover a fluidez do tráfego e, acima de tudo, preservar vidas nas rodovias federais.

Como funciona a sequência de votação na urna eletrônica em 2026

A partir sequência de votação na urna eletrônica é um dos pontos centrais das eleições gerais deste ano, que devem mobilizar mais de 155 milhões de eleitores em todo o país. O processo ocorre em dois turnos, se necessário, com o primeiro marcado para 4 de outubro e o segundo para 25 de outubro, sempre das 8h às 17h, no horário de Brasília.

Ao chegar à cabine de votação, o eleitor precisa seguir uma ordem obrigatória. O primeiro voto é para deputado federal. Em seguida, escolhe o deputado estadual — ou distrital, no caso do Distrito Federal. Na terceira etapa, vota para senador, podendo selecionar mais de um candidato quando houver mais de uma vaga em disputa. Por fim, registra os votos para governador e, por último, para presidente da República.

Durante o processo, o voto é digitado por meio do número do candidato ou da legenda partidária. Antes da confirmação, a urna exibe informações como nome, fotografia, partido e cargo, permitindo a verificação dos dados.

Além da ordem de votação, o pleito definirá a ocupação de diversos cargos no país. Estão em disputa as funções de presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, além de vagas no Senado Federal, na Câmara dos Deputados e nas assembleias legislativas estaduais e distrital. No Senado, a renovação será de dois terços das cadeiras, enquanto o número de deputados federais varia conforme o estado.

Ao todo, serão escolhidos:

. 1 Presidente e vice-presidente da República;

. 27 governadores e seus vices;

. 54 senadores;

. 513 deputados federais;

. Deputados estaduais e distritais, conforme cada unidade da federação.

A legislação eleitoral também estabelece idades mínimas para candidatura. Para presidente e senador, a exigência é de 35 anos. Para governador e vice, 30 anos. Já para deputado federal, estadual ou distrital, a idade mínima é de 21 anos, podendo ser completada até a posse.

Penha solicita e Governo do Estado autoriza obras nos bairros Camboa e Bequimão

A população de São Luís vai ganhar mais dois espaços de lazer, prática de esportes e convivência social totalmente requalificados pelo Governo do Estado. Atendendo a solicitações apresentadas pelo vereador Raimundo Penha (PDT), o governador Carlos Brandão assinou nesta segunda-feira (20) as ordens de serviço para a reforma do campo de futebol society, ao lado da ponte Bandeira Tribuzzi, na Camboa, e da praça Marta Vieira, no bairro Bequimão.

“Hoje é um dia muito feliz, porque tivemos atendidas importantes reivindicações das comunidades, graças a um Governo que escuta os representantes da população. E esses espaços garantem às pessoas direito ao lazer, à cultura, ao esporte e à convivência social, tão necessários ao desenvolvimento saudável das nossas crianças e jovens”, destacou Raimundo Penha.

Na Camboa, o Governo do Estado fará a modernização da estrutura do atual campo de futebol, com instalação de novo piso, gramado sintético, alambrados, iluminação, arquibancadas e sinalização, entre outras melhorias. O espaço é utilizado por crianças, jovens e adultos dos bairros Camboa, Liberdade, Fé em Deus e áreas adjacentes.

Na praça Marta Vieira, que leva o nome de uma das fundadoras do bairro Bequimão, os serviços incluem a instalação de novos bancos de concreto, equipamentos para a prática de atividade física, paisagismo, iluminação, lixeiras e rampas de acessibilidade. O espaço foi construído pelo Governo do Estado também atendendo a uma solicitação de Raimundo Penha.

“Temos implementado reformas em equipamentos públicos de São Luís para proporcionar à população espaços adequados para a prática esportiva. Na Camboa, observando a frequência de pessoas no local, inclusive crianças praticando esportes, vamos construir um campo society com instalações modernas, para oferecer condições ideais aos moradores do bairro. Já no Bequimão, atendemos a uma antiga solicitação da comunidade, para que a população não precise se deslocar para outros bairros em busca de lazer e atividades esportivas”, destacou Carlos Brandão.

Benefícios para as comunidades – Para Mauro Júlio, morador da Vila Goreth, ter um campo de futebol society de qualidade é um grande benefício. “A estrutura atual está deteriorada e não oferece as condições adequadas à prática esportiva. Por isso agradecemos ao vereador Raimundo Penha, por mais uma vez ter buscado solução para as nossas necessidades, e ao governador Carlos Brandão, que autorizou a obra”, declarou ele.

Filha da líder comunitária que deu nome à praça, Cleane Vieira disse que a revitalização do espaço garantirá mais segurança e interação entre os moradores dos bairros Bequimão e Maranhão Novo, além de possibilitar atividades de geração de renda. “Nós só temos a agradecer por essa obra que só trará benefícios para nossa comunidade”, declarou ela.

Polícia erradica mais de 10 mil pés de maconha em área indígena no MA

Uma ação integrada da Polícia Civil com as demais forças de segurança resultou, neste domingo (19), na erradicação de quatro roças com mais de 10 mil pés de maconha em Grajaú, região Central do Maranhão. Um homem, natural do estado de Pernambuco, foi preso em flagrante no local e conduzido à delegacia.

A operação é fruto de investigação da Delegacia Regional de Barra do Corda e Delegacia de Polícia de Grajaú, que, no curso da apuração, identificou um cultivo estruturado com sistema de irrigação e uso de tecnologia voltada à produção em larga escala, evidenciando a atuação de um esquema organizado de tráfico de entorpecentes.

As plantações estavam localizadas na região da Aldeia Bananal, na Terra Indígena Bacurizinho, no município de Grajaú. A Polícia Civil estima um prejuízo de aproximadamente R$ 5 milhões ao grupo criminoso com a destruição do plantio.

Casebres de madeira, com cobertura de lona plástica, construídos no interior da reserva para dar apoio logístico aos criminosos, também foram destruídos.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar (5º BPM), do Corpo de Bombeiros Militar (7ª Companhia Independente), da Guarda Municipal de Grajaú e de equipes do Centro Tático Aéreo (CTA) das bases de Balsas e Presidente Dutra.

A ofensiva contra o tráfico de entorpecentes no Maranhão integra a Operação Forças Integradas, que tem como objetivo intensificar o combate ao crime organizado em todo o estado.

O nome da operação, Herba Nefanda, tem origem no latim e significa “erva maldita”, em referência ao enfrentamento ao cultivo ilegal de drogas.

O suspeito preso foi encaminhado à unidade policial, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.